sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Eu, jornalista (?)

Pois então. Eu que sempre sonhei com tanta coisa, fiz tanto plano pra essa vida linda que eu tenho, me deparei com um episódio maravilhosamente nostálgico na minha vida.

Aos 7 anos, quando estava na segunda série do ensino fundamental eu, em uma excursão da escola, fui a uma emissora de TV. Ao visitar a redação, o guia apresentou uma moça, que trabalhava em seu computador distraída, o que muito me chamou a atenção. Ao apresentá-la, disse o nome - o mesmo que o meu - e fez uma pergunta: Alguém da turma tem vontade de ser jornalista? 
A turma fez um silêncio profundo. Eu, timidamente (coisa que não é do meu feitio) levantei a mão e disse, sem ter certeza do que estava falando. Sim, eu queria (queria?) ser jornalista. 

E assim, 10 anos depois eu ingressava na faculdade. O curso - comunicação social, com habilitação em Publicidade e Propaganda. Pois é, também sou fascinada pela área. Durante o primeiro semestre, em segredo, eu me apaixonei pelo jornalismo. E hoje, depois de concluir o primeiro semestre, resolvi ceder a minha paixão. Deve aqui constar que eu sofri ao largar a publicidade. O Jornalismo falou mais alto.

Eu nunca me esqueci dessa visita a TV. E nunca me esqueci da minha atitude em dizer que eu queria ser jornalista. Fato é que isso sempre esteve iminente na minha vida e agora veio a tona. Fato é que a vida sempre me levou para esse caminho. 

A Marina ainda quer ser jornalista. Sim, era um desejo de criança. 

E os verdadeiros desejos são objetivos. e devem ser cumpridos.

5 comentários:

  1. O mais importante é que aquela menina que queria ser jornalista hoje pode escolher ser jornalista.
    Moça, você é soberana em suas escolhas e tem juízo o bastante para faze-las bem.

    "Afinal, o essencial é isso: sobreviver e manter a paixão"
    Um cineasta que eu amo disse isso.
    E cada dia eu acordo e tenho certeza da verdade dessas palavras. Só espero que você saia viva de todos os desafios - que não serão poucos - e mantenha a certeza - ainda que tímida - daquela menina de 7 ou 8 anos que levantou a mão e disse: Eu quero ser jornalista.

    *E se nada na sua vida der certo, lembre-se vc tem um amigo que um dia com muito vergonha respondeu na escola: Eu quero fazer filmes.

    ResponderExcluir
  2. Nossa, suas palavras cairam como uma luva (pra variar). A cada dia tenho mais certeza do meu caminho. E você, futuro renomado cineasta divinopolitano-carioca, ainda vai dar muito orgulho a essa cidade, e essa amiga.

    Afinal, nem acreditavam que você, aos 17, iria para o Rio fazer cinema, não é?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHA
      (Não adianta puxar saco que eu não vou levar pro Oscar)
      hehe

      Brincadeiras a parte, eu acho que eu sou um dos que nunca vai ter o direito de dizer pra alguém não fazer aquilo que quer, ou ser quem a pessoa realmente é...

      Você é uma jornalista e eu tenho muito orgulho disso!

      Acho que não vou ser o único "futuro renomado comunicólogo" de Divinópolis. Já pode ir se preparando para os seus prêmios pulitzer porque é só uma questão de tempo. (minha futura colunista politica favorita)
      Beijos

      Excluir
  3. Marina, o interessante é que você tem uma energia tão legal que consegue se dar bem em tudo que faz. O jornalismo precisa de pessoas assim. Ele precisa de pessoas como você!

    Bem-vinda!

    ResponderExcluir
  4. Marina, vi muito de mim nesta sua experiência relatada. Cresci escutando rádio, assistindo televisão e lendo (muito) jornais diários e revistas semanais de notícias. Já entre cinco e 13 anos, cada ida a uma emissora ou jornal era de me encher os olhos ("um dia eu vou estar nesse lugar"). Hoje, já concluindo o curso, tenho certeza de que não apenas eu escolhi o jornalismo, como ele também me escolheu. Parabéns pelo blog. Abraços e votos de sucesso.

    ResponderExcluir