
Aos 7 anos, quando estava na segunda série do ensino fundamental eu, em uma excursão da escola, fui a uma emissora de TV. Ao visitar a redação, o guia apresentou uma moça, que trabalhava em seu computador distraída, o que muito me chamou a atenção. Ao apresentá-la, disse o nome - o mesmo que o meu - e fez uma pergunta: Alguém da turma tem vontade de ser jornalista?
A turma fez um silêncio profundo. Eu, timidamente (coisa que não é do meu feitio) levantei a mão e disse, sem ter certeza do que estava falando. Sim, eu queria (queria?) ser jornalista.
E assim, 10 anos depois eu ingressava na faculdade. O curso - comunicação social, com habilitação em Publicidade e Propaganda. Pois é, também sou fascinada pela área. Durante o primeiro semestre, em segredo, eu me apaixonei pelo jornalismo. E hoje, depois de concluir o primeiro semestre, resolvi ceder a minha paixão. Deve aqui constar que eu sofri ao largar a publicidade. O Jornalismo falou mais alto.
Eu nunca me esqueci dessa visita a TV. E nunca me esqueci da minha atitude em dizer que eu queria ser jornalista. Fato é que isso sempre esteve iminente na minha vida e agora veio a tona. Fato é que a vida sempre me levou para esse caminho.
A Marina ainda quer ser jornalista. Sim, era um desejo de criança.
E os verdadeiros desejos são objetivos. e devem ser cumpridos.
O mais importante é que aquela menina que queria ser jornalista hoje pode escolher ser jornalista.
ResponderExcluirMoça, você é soberana em suas escolhas e tem juízo o bastante para faze-las bem.
"Afinal, o essencial é isso: sobreviver e manter a paixão"
Um cineasta que eu amo disse isso.
E cada dia eu acordo e tenho certeza da verdade dessas palavras. Só espero que você saia viva de todos os desafios - que não serão poucos - e mantenha a certeza - ainda que tímida - daquela menina de 7 ou 8 anos que levantou a mão e disse: Eu quero ser jornalista.
*E se nada na sua vida der certo, lembre-se vc tem um amigo que um dia com muito vergonha respondeu na escola: Eu quero fazer filmes.
Nossa, suas palavras cairam como uma luva (pra variar). A cada dia tenho mais certeza do meu caminho. E você, futuro renomado cineasta divinopolitano-carioca, ainda vai dar muito orgulho a essa cidade, e essa amiga.
ResponderExcluirAfinal, nem acreditavam que você, aos 17, iria para o Rio fazer cinema, não é?
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHA
Excluir(Não adianta puxar saco que eu não vou levar pro Oscar)
hehe
Brincadeiras a parte, eu acho que eu sou um dos que nunca vai ter o direito de dizer pra alguém não fazer aquilo que quer, ou ser quem a pessoa realmente é...
Você é uma jornalista e eu tenho muito orgulho disso!
Acho que não vou ser o único "futuro renomado comunicólogo" de Divinópolis. Já pode ir se preparando para os seus prêmios pulitzer porque é só uma questão de tempo. (minha futura colunista politica favorita)
Beijos
Marina, o interessante é que você tem uma energia tão legal que consegue se dar bem em tudo que faz. O jornalismo precisa de pessoas assim. Ele precisa de pessoas como você!
ResponderExcluirBem-vinda!
Marina, vi muito de mim nesta sua experiência relatada. Cresci escutando rádio, assistindo televisão e lendo (muito) jornais diários e revistas semanais de notícias. Já entre cinco e 13 anos, cada ida a uma emissora ou jornal era de me encher os olhos ("um dia eu vou estar nesse lugar"). Hoje, já concluindo o curso, tenho certeza de que não apenas eu escolhi o jornalismo, como ele também me escolheu. Parabéns pelo blog. Abraços e votos de sucesso.
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