terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A outra face de um comediante

Assim como qualquer segunda feira assisti a mais um CQC. Passei 4 anos da minha vida assistindo assiduamente. Era apaixonada. O programa mudou minha forma de pensar em relação a Política, ética e senso de humor. 
Um dos homens de preto em especial sempre me chamou a atenção. Tirando as brincadeiras de quem me conhece (Mais eu casava com ele!) O Danilo é um profissional excepcional, de um caráter indiscutível. Como jornalista, ia fundo ao assunto sem medir consequencias. Tanto que andou apanhando. E levando alguns processos.
Como comediante, é fato que ele se destaca por seu humor ácido. Que eu, particularmente adoro. Essa insistência das pessoas em não encararem suas fraquezas com bom humor me remete a falta de maturidade.
Rir de si mesmo pra mim é sinal de maturidade. É fazer das coisas ruins motivos pra sorrir. A 'acidez' do Danilo me fez repensar isso.
Ontem foi um dia triste para o CQC. Danilo sempre se destacou, e por isso está brilhando atualmente com o Agora é tarde. Prova de que seu talento e sua persistência é que te levarão ao seu objetivo.

Toda sorte e felicidade do mundo áquele que fez (e faz) tantos sorrirem. VALEU DANILO!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Mais um que se vai

É o meu décimo oitavo que em poucos dias chega ao fim. 2011 está indo embora e vai me deixar saudades.

Todo fim de ano é a mesma coisa. O comercio ferve, você participa de 1001 comemorações, confraternizações, festivas... etc. Compra presentes pra Deus e o mundo. E a casa tem que estar enfeitada. e você tem que estar enfeitado. Tudo tem que estar perfeito. Ceia de natal, festa da empresa, festa de família, reveillon e tantas outras obrigações dos nossos diversos mundos, ou melhor dizendo, dos nossos ambientes.

Apesar de toda essa "mobilização", eu gosto muito dessa época. Porque aproveito para me reciclar. Me tornar nova. E por mais que a frase "Ano novo, vida nova" seja um grande clichê (coisa que não me agrada), faço uso dela sempre. Pois como gosto de dizer: a vida tem seus ciclos. E a mudança é sempre, sempre necessária. E claro, ela parte única e exclusivamente de nós.

Pois bem. Esse post para mim é a grande oportunidade de compartilhar sobre minhas atitudes em relação a época. Para mim é a melhor época do ano. Eu acho maravilhoso estar reunido com as pessoas que mais amo nesse mundo para celebrar a vida. E tudo isso para mim é uma forma melhor de ver a imagem de Jesus no próximo. Pois todos se deixam levar pelo espírito da coisa. A bondade invade a gente de uma forma espantosa.

No natal, a família se reúne. A ceia é maravilhosa, a festa é linda. Mais nada faz sentido se não pararmos e agradecermos a Deus pela vinda de Seu Filho, que constituiu assim a Sagrada Família. Que serve de exemplo pra nossa. O menino Jesus vem todo ano, e nos encanta com sua beleza, e nos deixa esperançosos com sua missão.

No ano novo é hora de parar. Relembrar o que vivemos ao longo do ano que se vai. Em 2010 tive um ano díficil. Mais a minha avaliação foi positiva, visto que tudo o que de mal nos acontece deixa uma lição, um aprendizado. Aprendi muito e por isso agradeci a Deus. E pedi um 2011 bom. Mas Deus não se contentou e me deu um ano além das expectativas. Todos os dias desse ano, coloquei minha cabeça no travesseiro e agradeci. Mais não é o suficiente. Talvez a gente tenha que buscar em tudo o seu lado positivo. Foi o que eu fiz. E essa foi a minha maior lição de 2011.

Faça do seu fim de ano uma oportunidade. Olhe para trás e veja o quanto você é feliz. Veja Jesus no próximo. Tudo isso é uma questão de "olhar com outros olhos". Os olhos de Deus.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Profundidade

Não se assuste quando eu disser que esta palavra é uma das minhas preferidas. O grande Luis Fernando Veríssimo, por exemplo, adora a palavra defenestração. A minha palavra para hoje é profundidade.

Vamos a fundo então: Profundidade: s.f. Distância do fundo à borda, à superfície: profundidade de um rio.
Uma das três dimensões de um sólido.
Fig. Caráter ou qualidade do que é profundo, complexo, difícil de entender: profundidade de idéias.

Atenção especial para a terceira definição: complexo, difícil de entender. O profundo é difícil. E eu amo as coisas mais difíceis. Pois elas exigem muito mais da nossa capacidade, do nosso intelecto. Por isso julgo ser de suma importância. Porque fazer pensar é uma arte. E quanto mais somos levados a pensar, mais desenvolvemos nosso senso crítico. Outra coisa que eu adoro. Porque hoje em dia temos acesso a diversos "produtos culturais". E o senso critico nos faz selecionar o que queremos, o que gostamos, nesse emaranhado de coisas.

Na teoria, o senso crítico funciona maravilhosamente bem. Mas não é o que a gente vê por ai. Não vou discutir preferências. Pois afinal, gosto, cada um tem o seu. Na minha opinião, falta profundidade. A cultura brasileira, por exemplo, tem gênios, que sabem como ninguém preservar a aura das suas obras de arte.

Não sei se feliz ou infelizmente, o Brasil é uma mistura. Aqui tem de tudo. Cada região, cada povo com sua cultura. As pessoas crescem intelectualmente de acordo com o seu meio. E talvez não tenham acesso a outras faces do país. Outras culturas. E na maioria das vezes, a cultura a que são submetidos não tenha a tal profundidade. E francamente, isso me preocupa. Porque não somos forçados a pensar. E quando nos deparamos com a tal profundidade, estamos tão pobres que não tentamos sequer compreender, pensar, refletir. Aprofundar-se.

O contato com a cultura é profundo. Nos causa um impacto imenso. Interfere em quem somos, o que queremos, o que seremos e o que pensamos. Talvez seja hora de mergulhar em águas mais profundas. Procurar nos despir de todo o preconceito com cantores, escritores, artistas que se preocupam em fazer pensar. Pois ser mais profundo é pensar mais. Desenvolver essa máquina fantástica que é o cérebro, aliada ao sentimento maravilhoso que é despertado em nós, seres pensantes. Profundo não?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

De volta a ativa.

Depois de uns tempinhos em que nem abri esse blog, resolvi voltar. Porque senti falta. Aqui posso falar sobre o que estou vivendo, o que vejo do mundo de uma forma pessoal e livre. Da minha última postagem até essa, vivi muita coisa. Sorri, chorei, falei, me arrependi. E o mais importante: aprendi. Em 3 meses cresci 1 ano. Aprendi que só amadurecemos vivendo. E que as vezes a gente deixa de viver. Por medo, por insegurança, ou até por comodismo. Resolvi então viver, deixar de lado certos medos, falar menos e agir mais. É um processo de adaptação que estou me submetendo, mas que acho necessário.

Já dizia Elis Regina: Viver é melhor que sonhar.

Então, farei dos meus sonhos planos, dos meus planos, projetos. Que logo se tornarão realidade.